#EuSouACeva apresenta Rosária Penz Pacheco

#EuSouACeva: Uma economista que já foi executiva de contas de grandes empresas em um dos maiores bancos do país. Até que a cerveja foi tomando conta da vida dela. Essa semana, nossa coluna fala sobre a Rosária Penz, da cervejaria Hildegard Cervejaria Cigana!

A Rosária já viveu uma vida bastante diferente da que vive hoje – construiu uma carreira no sistema financeiro e morou por 10 anos na cidade de São Paulo, trabalhando na avenida Paulista. Fez MBA e um curso de responsabilidade corporativa em Genebra, na Suíça. Também já viajou o mundo.

A rotina de economista não era fácil – fato que vinha repercutindo inclusive na saúde da Rosária – e, cada vez mais, a correria estressante da então executiva de contas fazia cada vez menos sentido para ela. Até que, em 2012, durante um passeio em Paris, conheceu bistrôs familiares e, com eles, uma outra proposta de vida, que tinha como base as boas comidas e bebidas. Na ocasião, ela sabia que precisava mudar de vida, mas não sabia o que fazer.

Eventualmente, ela se demitiu do banco onde trabalhava e, para marcar o momento, fez então duas coisas emblemáticas: um piercing no nariz e uma tatuagem no pulso onde se lê “Alive”. Ela retomou a vida que ia, até então, em piloto automático, e conta que hoje pensa diariamente: “a vida é uma só, não podemos deixar os dias passarem assim. Eu renasci”.

Incentivada por uma amiga, inscreveu-se em um curso de sommelier de cervejas em Campos do Jordão (SP), onde passou 2 meses. Lá, das 12 pessoas, ela era a única mulher. Nesse meio tempo, a Rosária voltou a morar em Porto Alegre e, um dia após seu aniversário, participou da organização de um evento de degustação. Como ela conta, “Com 40 anos e um dia, ganhei meus primeiros trocados com cerveja. Definitivamente, a vida começou aos 40 pra mim”.

O que iniciou com a ideia de abrir um bistrozinho, eventualmente se materializou no bar de cervejas Penz Bier das Haus, que também se propunha a ser um centro de fomento da cultura cervejeira. Além da missão educativa, Rosária considera que “trabalhar com cerveja artesanal é incentivar e produzir local, comprar aqui em vez de algo que vem lá da Bélgica com todas as suas pegadas de carbono”.

Para além disso, também ajudou a criar dois coletivos de mulheres cervejeiras, um deles sendo o Ceva das Minas, aqui no Rio Grande do Sul. Com forte atuação em prol do fortalecimento e protagonismo da mulher no ramo, ela luta pela inserção das colegas – apesar dos preconceitos existentes no meio. Nas fábricas de cerveja, a Rosária conta que sempre surge aquela pergunta: ‘ela vai conseguir carregar um barril de 50 litros? Um saco de malte?’ Para isso tem carrinho, oras! Nem os homens carregam barris de 50 litros”.

Já em 2018, outro momento importante: o fechamento do bar e o nascimento da sua cervejaria cigana, de nome Hildegard, onde Rosária faz cervejas com receitas focadas no lúpulo. Além disso, hoje em dia também ministra aulas de análise sensorial na Escola Superior de Cerveja e Malte e presta consultoria para bares e cervejarias.

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