#EuSouACeva apresenta Luciano Passos, o Gigante


#EuSouACeva
: na cena cervejeira artesanal, dizem por aí que todo mundo conhece o Luciano – mais conhecido como Gigante devido ao seu tamanho (a maioria das pessoas precisa olhar para cima se quiser conversar com o cervejeiro).

Como ele entrou para o ramo? Ele nos conta que sempre foi um cara de tomar SÓ cerveja. Até que alguém disse que ele deveria experimentar uma cerveja artesanal. E foi na A toca da Coruja cervejas especiais que tudo começou.

Lá, ele teve seus primeiros contatos com cervejeiros caseiros. Começou a ouvir expressões como “está turva; está bem carbonatada/ mal carbonatada; mais gosto de caramelo, menos isso; tal malte, tal lúpulo”. Os caras sabiam tudo de fermentação. Ele conta que pensou “meu Deus, esses caras sim entendem. Eu também preciso entender, quero saber isso”.

E foi por essa convivência que o Gigante acabou se aproximando da Acerva Gaúcha. Inicialmente, ele fazia parte de uma lista de emails, que funcionava como um grupo de discussão, chamado Cerveja Artesanal POA. Foi nessa época também que ele acabou conhecendo uma boa parte dos hoje players do mercado local – pessoas que eventualmente abriram cervejarias e bares em Porto Alegre e outros lugares do RS.

O que chamou mais atenção do cervejeiro em formação (além do que estava no copo, é claro) foi o espírito de coletividade da ACERVA. Nas palavras dele, um “pessoal disposto a te ajudar, a tomar tua cerveja – por pior que ela esteja – para tentar te dar uma boa dica de como melhorar teu processo”.

Daí para frente, o Gigante acabou se envolvendo muito com a cerveja artesanal e com a ACERVA – que era o principal canal da época a falar de cerveja, e que fazia eventos também. Os entusiastas reuniam-se para estudar, beber cervejas uns dos outros, de outros lugares do Brasil e também importadas.

O Luciano lembra que o lucro dos eventos que eles realizavam eram revertidos para aprofundar os conhecimentos cervejeiros: principalmente para chamar pessoas qualificadas que dessem bons cursos e contribuíssem com a formação técnica do grupo.

A coisa foi ficando tão gigante na vida do Gigante (com o perdão da redundância), que ele acabou por entrar de sócio na Cervejaria Oito. E quando a cervejaria nasceu, ele já tinha uma grande rede cervejeira, com conhecidos em todo o país, o que ele diz ter sido uma herança do caráter associativo da ACERVA.

Eventualmente, os outros sócios saíram da cervejaria, mas o Luciano seguiu. Hoje, a Oito está com uma operação enxuta – e quem toca os negócios são ele, a Di, e o Guilherme.

A Oito iniciou com uma planta própria: em um momento, chegou a vender 10 mil litros por mês. Conta o Luciano que o equipamento era uma cozinha de 250 litros – que trabalhava sem parar. Em 2018, venderam a fábrica e passaram a operar como cervejaria cigana. A empresa é um pouco menor, mas saudável. Como diz o cervejeiro, eles encontraram um caminho.

E você? Conhece a cervejaria Oito? #bebalocal

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